Gaia sem barreiras
Município recebeu a Bandeira de Ouro da Mobilidade

A Associação Portuguesa de Planeadores do Território (AAPLA) distinguiu o Município de Gaia com a Bandeira de Ouro da Mobilidade, a qual foi hoje hasteada no Centro Cívico por Luís Filipe Menezes, Presidente da Câmara Municipal.

Depois da Bandeira de Prata atribuída em Fevereiro de 2009, este é o segundo galardão recebido pela Câmara Municipal de Gaia desde que esta aderiu ao projecto 'Rede Nacional de Cidades e Vilas com Mobilidade para Todos'.

Fernando Nogueira, Vice-Presidente da APPL, assegurou que a Câmara de Gaia foi distinguida com o galardão máximo por ter cumprido na íntegra os objectivos fixados pelo projecto: "Esta distinção significa que a Câmara honrou o seu compromisso e envolveu-se no processo que é, por um lado, de interiorização de princípios e, por outro, de efectiva transformação de práticas que favorecem a inclusão de todos os cidadãos, com especial atenção para aqueles que têm mais dificuldades em termos de mobilidade".

O Município de Gaia tem vindo a promover a acessibilidade para todos, ao eliminar as barreiras arquitectónicas e urbanísticas que impedem a deslocação diária de cidadãos com problemas de mobilidade, um trabalho que Luís Filipe Menezes admite ser difícil: "Nomeadamente num território como o de Gaia que se caracteriza pela sua ancestralidade infra-estrutural que obriga a que as adaptações necessárias sejam bem mais complexas de praticar do que em territórios que nascem e se expandem de raiz. O que é antigo é mais difícil de adaptar com rapidez, aquilo que é feito agora, é-o com este tipo de preocupações e de uma forma muito radical, como se pode ver nos mais diversos equipamentos municipais recentemente edificados".

O Presidente da Câmara de Gaia exemplificou o esforço do Município com os quilómetros de estrada construídos, com a remodelação de passeios e com a construção de melhores acessos às mais de 200 escolas do concelho, museus e outros equipamentos municipais.

Nesta época de crise, Luís Filipe Menezes disse privilegiar este tipo de investimento aos grandes projectos, sustentando a sua opinião com o custo-beneficio destas obras: "O que se gasta para fazer este tipo de beneficiações é muito pouco em relação aos resultados obtidos. Quando numa avenida conseguimos resolver problemas a cidadãos de mobilidade reduzida, gastamos meia dúzia de euros e estamos a falar de algumas centenas ou milhares de pessoas que poderão ficar beneficiadas".