Gaia lança novo edifício habitacional assente na sustentabilidade ambiental e eficiência energética
Um empreendimento habitacional com 90 fogos destinados a arrendamento acessível está prestes a nascer em Laborim, freguesia de Mafamude. A nova construção insere-se no âmbito da Estratégia Local de Habitação – programa 1º Direito e representa um investimento de 17 milhões de euros. O lançamento da primeira pedra foi assinalado numa cerimónia que juntou, no terreno onde irão erguer-se T1, T2 e T3, a Câmara Municipal, a Gaiurb e a empresa construtora.
“O que estamos a fazer hoje é manifestamente diferente do que foi feito no passado. Antes, as habitações foram feitas, e bem, para responder a um determinado desígnio. Hoje, o que estamos a fazer é qualificar a cidade, dar respostas que são não só de construção de habitação, mas que são também respostas para melhorar a qualidade de vida das pessoas”, afirmou o presidente do Conselho de Administração da Gaiurb.
António Miguel Castro realçou, a propósito, outros mais desígnios que hoje integram as políticas municipais de habitação, designadamente a Estratégia Local de Habitação e o programa 1.º Direito: “O que queremos é construir em locais como este, com proximidade aos transportes públicos, às escolas, a supermercados, a tudo aquilo que nos rodeia, e não colocar pessoas acantonadas. Queremos construções que dão origem a comunidades felizes que, por sua vez, dão origem a cidades felizes”.
“Ninguém mais vai voltar aos velhos modelos de bairro social. Aqui, temos uma zona que vai ser socialmente inclusiva e diversificada, temos tudo para construir uma cidade melhor e mais inclusiva”, disse, por seu turno, o presidente da Câmara Municipal de Gaia
Eduardo Vítor Rodrigues defendeu, no que que concerne ao modelo adotado na implementação dos projectos no âmbito da sua estratégia local de habitação, a importância da ligação ao sector privado. “Seria muito importante que o poder político ouvisse as empresas e os empresários para nos livrarmos deste clima de preconceito que nos abala a todos, que nos retira margens de liberdade de pensamento e criatividade e que nos faz confluir a um standard que é o da burocracia, que nos emperra a todos, e que torna tudo mais caro”, lamentou.
“Gaia é um exemplo de como se pode mobilizar a iniciativa privada”, destacou o CEO da empresa construtora, António Carlos Rodrigues, acrescentando: “Sentimos confiança em todo o processo. Sentimos que era um desígnio e não uma mera bandeira política e que era, de facto, uma motivação entregar estas frações aos habitantes.”
Este empreendimento habitacional para arrendamento acessível é o primeiro projeto da empresa na área da habitação, desenvolvido em parceria com um município, destacou O CEO da construtora.
Os critérios de sustentabilidade que marcam a construção deste empreendimento habitacional, o primeiro projeto da empresa na área da habitação desenvolvido em parceria com um município, foram também objeto de destaque por parte do CEO da construtora: “É uma nova geração de edifícios, que nascem digitais, são construídos de uma forma integrada digital e, no final, o dono do ativo – neste caso, o Município – vai ficar dono de ativo físico, mas também digital”.
O empreendimento habitacional
A empreitada compreende a construção de dois edifícios com um total de 90 fogos de tipologias T1 a T3 e respetivos arranjos exteriores.
Trata-se de um projeto que contribui para um setor cada vez mais sustentável e representa um impacto social igualmente positivo - Well Built For Well Living. Ou seja, uma solução construtiva que oferece um equilíbrio entre a qualidade e a funcionalidade, com especial enfoque nos temas relacionados com a operação e a manutenção.
A solução construtiva adotada pela empresa assenta num sistema de produção de edifícios híbridos sustentáveis, com menos efeitos poluentes, assente na pré-fabricação modular e numa plataforma escalável, envolvendo todas as partes interessadas. A pré-fabricação envolve diversas soluções off-site que integram preocupações com a sustentabilidade ambiental, a saúde ocupacional dos futuros utilizadores e a eficiência energética.