No contexto da cidade alargada de Gaia assume-se a emergência de um novo padrão de mobilidade assente em infraestrutura para diferentes modos de transporte, menos dependente da oferta para o transporte motorizado individual, determinante para o modelo de ordenamento do PDM e para a qualificação ambiental dos espaços infraestruturados.
É decisiva no Plano a territorialização, hierarquização e vocação das diferentes interfaces de transportes no concelho, como estratégia dinamizadora das conexões intermodais e multimodais, procurando maior equilíbrio da repartição modal e do percentual de viagens realizados em transportes de utilização coletiva, visando o abaixamento dos tempos de viagem e sobretudo das distâncias percorridas em movimentos pendulares. Acresce a relevância do incremento das condições de circulação dos modos suaves e a previsão da implementação das ciclovias intermunicipais (PC2030).
Ao mesmo tempo, impõe-se também priorizar estrategicamente a execução da rede rodoviária estruturante e complementar do concelho e a implementação de parques de estacionamento dissuasores para rebatimento do transporte individual, para modos de maior capacidade.
A organização do sistema de transportes metropolitano, articulada com a oferta de infraestrutura de escala municipal, é decisiva para a obtenção de impactos positivos de qualidade ambiental e de saúde pública, bem como para a racionalidade no investimento em infraestruturas e nos custos em mobilidade.
Os oradores: Prof. Dr. Paulo Pinho . Eng.º Frederico Moura e Sá . Eng.º Nuno Neves de Sousa (TMP)
O moderador: Eng.º António José Lacerda
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