A sustentabilidade ambiental do concelho e a qualidade de vida dos cidadãos é decisiva para a Revisão do Plano Diretor. Reconhecendo o Rio, o Mar, os montes e vales, os lugares de referência e seu implícito património cultural, como elementos diferenciadores da identidade concelhia, as unidades territoriais propostas são resultantes da leitura da paisagem natural e antrópica, como base do modelo de ordenamento. Releva uma nova perspetiva de sustentabilidade económica do solo com aferição do património cultural, que se diferencie e complemente nos sistemas do contexto metropolitano.
Pretende-se a valorização estratégica dos lugares de Gaia, com os seus valores excecionais: a área UNESCO e Centro Histórico, com as icónicas Caves do Vinho do Porto; as estratificadas camadas arqueológicas; os mosteiros; as quintas; os núcleos piscatórios. Propõe-se a promoção de uma conservação dinâmica, que valorize as várias identidades de Gaia e memória coletiva, onde se destaca o património das Artes Industriais (produção cerâmica, fundição, escultura, vidro, fiação, construção naval, tanoaria, entre outros).
A promoção da relação entre Espaços Verdes e o Património Cultural é fundamental na legibilidade do território de Gaia. Propõem-se medidas que levem ao aumento do conforto climático e permeabilidade do solo e à mitigação dos riscos naturais. A concretização do projeto da estrutura ecológica municipal aliada ao reconhecimento patrimonial do município por parte dos seus cidadãos contribuirá para uma melhor qualidade de vida.
Oradores Prof. Dr. Paulo Farinha Marques . Profª.Drª. Mariana Rosado Correia . Engª. Pedro Bingre do Amaral . Arqª. Inês Calor Moderador Eng.º António José Lacerda
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