Estratégia Local de Habitação visa a disponibilização de duas mil habitações neste modelo
O Município de Gaia prepara-se para avançar com mais 100 habitações a custos controlados na freguesia de Oliveira do Douro, uma medida inscrita no quadro da Estratégia Local de Habitação que preconiza a edificação de duas mil casas neste modelo para vendê-las a preços acessíveis.
Trata-se de um investimento privado que foi objeto de assinatura, esta terça-feira, de um protocolo de colaboração com as empresas Arrow Global e Grupo Ferreira, às quais caberá a responsabilidade pela demolição de dois prédios naquela freguesia para dar lugar às novas construções, cujo arranque está previsto para o verão, entre agosto e setembro.
No quadro desta cooperação, o município compromete-se a agilizar as questões processuais para que o projeto decorra sem atrasos, designadamente a acelerar o licenciamento, a isentar de taxas e a “colaborar na parte comercial, reunindo as listagens de potenciais compradores dos fogos”, conforme esclareceu António Miguel Castro, presidente da Gaiurb, durante uma visita às obras de construção de outras habitações, acompanhando o presidente da Câmara Municipal, Eduardo Vítor Rodrigues.
Mais 66 habitações em Grijó e Madalena
Na circunstância, foi anunciada a conclusão da maior parte das casas em construção nas freguesias de Madalena e de Grijó, cujas empreitadas representam um investimento global de 15 milhões de euros (9 milhões na Madalena e 6 milhões em Grijó), no âmbito do programa 1.º Direito e com financiamento do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).
Na freguesia de Grijó, 19 das 30 habitações estão prontas para entrega. São casas de tipologia T1 a T4, com arrumos e garagem, que brevemente serão lançadas a concurso para ficarem disponíveis para entrega em junho.
“Temos aqui um modelo de habitação diferente, alternativo, que queremos repercutir no resto do concelho”, afirmou o presidente da Câmara de Gaia, Eduardo Vítor Rodrigues, destacando que estas 30 habitações destinam-se a jovens casais, preferencialmente com idades até 35 anos, mas com capacidades financeiras insuficientes para ir ao mercado convencional “puro e duro” e que podem optar por este mercado de arrendamento acessível, em que o município comparticipa a renda “para que possam ter habitação condigna”.
O modelo deste novo empreendimento, em que as habitações estão voltadas para uma praça pedonal, é inovador e promove uma dinâmica social de espírito comunitário que António Miguel Castro enaltece: “Queremos juntar pessoas com mais de 50 anos e famílias monoparentais com famílias tradicionais. O objetivo é criar comunidades integradas, reunindo diferentes perfis de moradores”.
Por seu turno, na freguesia da Madalena, as 36 habitações em construção deverão estar concluídas entre junho e setembro. Estas novas habitações surgem no âmbito do Programa de Apoio ao Acesso à Habitação 1.º Direito, um programa de Apoio ao Acesso à Habitação que visa apoiar a promoção de soluções habitacionais para pessoas que vivem em condições habitacionais indignas e que não dispõem de capacidade financeira para suportar o custo do acesso a uma habitação adequada.